Einveste

Operação Compromissada: O Que É e Como Funciona

Ilustração de capa sobre operação compromissada em renda fixa

Imagem de capa: operação compromissada

Resumo rápido: operação compromissada é uma modalidade de aplicação em que um banco “vende” ao investidor um título (geralmente público) com o compromisso contratual de recomprá-lo em uma data futura por um valor combinado. É o mecanismo por trás de muitos fundos DI e de aplicações de liquidez diária oferecidas por bancos.

O que é uma operação compromissada

Na operação compromissada, a instituição financeira vende um título de sua carteira (normalmente um título público federal) ao investidor, com o compromisso de recomprá-lo em uma data futura — às vezes já no dia seguinte — por um valor previamente combinado, que embute a remuneração do período. Na prática, funciona como um empréstimo de curtíssimo prazo lastreado por um título, em que o investidor “empresta” dinheiro ao banco por um ou poucos dias, tendo o título como lastro da operação.

Onde a operação compromissada aparece no dia a dia do investidor

A maioria dos investidores nunca compra uma “operação compromissada” diretamente pelo nome — mas usa o produto sem saber, porque ele é a engrenagem por trás de:

Garantias e segurança

Ponto Detalhe
Lastro Título público federal (na maioria dos casos)
Garantia do FGC Compromissadas lastreadas em títulos públicos, com certas condições, podem ter cobertura do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF/instituição — mas é essencial confirmar isso no regulamento específico do produto
Risco principal Risco de crédito da instituição financeira contraparte, mitigado pelo lastro em título público

A regra de cobertura do FGC para compromissadas tem particularidades técnicas (depende de a operação ser lastreada em título público federal e de atender critérios específicos do regulamento do fundo). Antes de assumir que determinada aplicação está 100% coberta, vale checar o regulamento do produto ou confirmar diretamente com a instituição.

Vantagens e limitações

A principal vantagem é a liquidez: por ser de prazo curtíssimo, a operação compromissada permite que fundos e contas remuneradas ofereçam resgate no mesmo dia ou em D+1, mantendo baixa oscilação de valor. Em contrapartida, a rentabilidade costuma ser menor do que a de aplicações de prazo mais longo com indexadores semelhantes, já que o investidor está “pagando” pela liquidez.

Perguntas frequentes

Operação compromissada é a mesma coisa que Tesouro Selic?

Não. O Tesouro Selic é a compra direta de um título público pelo investidor, que fica em sua carteira até decidir vender. Na operação compromissada, o banco vende o título com compromisso de recompra em prazo determinado — o investidor não fica com o título “livre” como no Tesouro Direto.

Quem investe em fundo DI está investindo em operação compromissada?

Em parte. Muitos fundos DI alocam uma fatia relevante da carteira em operações compromissadas lastreadas em títulos públicos, justamente para manter liquidez diária aos cotistas, combinando isso com outros ativos de renda fixa.

Operação compromissada é segura?

Quando lastreada em títulos públicos federais e estruturada dentro das regras do Banco Central, é considerada uma aplicação de baixo risco relativo — mas isso não significa risco zero, e vale sempre entender o produto específico antes de aplicar.

Aviso: este conteúdo tem caráter exclusivamente educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Fontes

Veja também: Come-cotas em Fundos DI: O Que É e ETF de Renda Fixa LFTS11.

Sair da versão mobile