O CDB prefixado trava uma taxa fixa conhecida no momento da aplicação, ideal para quem quer previsibilidade e acredita que os juros vão cair; o CDB pós-fixado (atrelado a um % do CDI) acompanha a Selic/CDI durante todo o período, sendo mais indicado para quem não sabe se os juros vão subir ou cair, ou para prazos mais curtos, onde a previsibilidade do pós-fixado em relação ao CDI reduz o risco de ficar “preso” numa taxa ruim.
Resumo rápido
- CDB prefixado: taxa fixa definida na contratação, ex. “12% ao ano” — você sabe exatamente quanto vai receber se ficar até o vencimento.
- CDB pós-fixado: taxa atrelada a um índice, geralmente “% do CDI” — rende mais se a Selic/CDI subir, menos se cair.
- Prefixado tende a valer mais a pena quando o mercado espera queda de juros nos próximos anos.
- Pós-fixado tende a ser mais seguro em cenários de incerteza sobre a direção da Selic, ou para prazos curtos.
- CDI de referência usado nos exemplos: ≈13,65% a.a. (atualizado em outubro/2026).
Como funciona cada um na prática
No CDB prefixado, o banco informa uma taxa anual fixa (por exemplo, 13% ao ano) no momento da contratação — essa taxa não muda até o vencimento, independentemente do que acontecer com a Selic depois. No CDB pós-fixado, a remuneração é expressa como um percentual do CDI (por exemplo, 105% do CDI) — a cada dia útil, o rendimento acompanha a variação real do CDI, então se a Selic subir ou cair ao longo do período, a rentabilidade final do CDB sobe ou cai junto.
Comparação lado a lado (valores hipotéticos, apenas didáticos)
| Cenário | CDB prefixado (13% a.a. fixo) | CDB pós-fixado (105% do CDI) |
|---|---|---|
| Selic/CDI cai 2 p.p. durante o período | Mantém 13% a.a. — vence melhor | Rende menos, acompanhando a queda |
| Selic/CDI sobe 2 p.p. durante o período | Mantém 13% a.a. — perde a oportunidade da alta | Rende mais, acompanhando a subida |
| Vender antes do vencimento | Sujeito a marcação a mercado (pode ter perda ou ganho de preço) | Pouca oscilação de preço — resgate mais previsível |
Quando o prefixado costuma fazer mais sentido
Faz mais sentido quando o cenário macroeconômico sinaliza queda de juros nos próximos anos — travar uma taxa hoje garante que você continue recebendo aquele retorno mesmo que a Selic caia bastante depois. Também é interessante para quem tem certeza de que vai manter o dinheiro até o vencimento, eliminando o risco de resgate antecipado com marcação a mercado desfavorável.
Quando o pós-fixado costuma fazer mais sentido
Faz mais sentido em cenários de incerteza sobre a direção dos juros, quando a Selic ainda está subindo ou estável em patamar elevado, ou para objetivos de curto prazo, onde a previsibilidade do CDI dia a dia é mais valiosa do que tentar acertar a direção dos juros no longo prazo. É também a opção mais simples para quem não quer acompanhar de perto o cenário macroeconômico.
O risco de errar a aposta
Travar um prefixado e depois ver a Selic subir significa perder a oportunidade de um rendimento maior — você fica “preso” na taxa combinada. Já apostar no pós-fixado e ver a Selic cair bastante significa receber menos do que esperava. Nenhuma das duas opções é “certa” ou “errada” — a escolha depende da leitura do cenário e, principalmente, do prazo e do objetivo do dinheiro.
Dá para resgatar um CDB prefixado antes do vencimento?
Depende das condições do banco emissor — alguns CDBs prefixados têm liquidez apenas no vencimento, outros permitem resgate antecipado via marcação a mercado, o que pode gerar ganho ou perda em relação ao valor esperado inicialmente.
É possível misturar prefixado e pós-fixado na carteira de renda fixa?
Sim, e é uma estratégia comum — combinar os dois reduz o risco de “apostar tudo” na direção dos juros, equilibrando previsibilidade (prefixado) com acompanhamento automático da Selic/CDI (pós-fixado).
Fontes
Veja também: O Que É Tesouro Prefixado e Quando Ele Vale Mais a Pena e Taxa Selic e CDI: Qual a Relação.
Este conteúdo é educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros, e as taxas de mercado mudam ao longo do tempo. Avalie seu perfil de investidor e, se necessário, consulte um profissional habilitado antes de investir.
