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Como Investir no Tesouro Direto: Passo a Passo para Abrir Conta e Comprar o Primeiro Título

Escada ascendente com bandeira no topo representando o passo a passo para investir no Tesouro Direto

Para investir no Tesouro Direto, o caminho mais simples é abrir conta gratuita em uma corretora habilitada, transferir o valor que deseja investir, escolher o título (Tesouro Selic, Prefixado ou IPCA+) e confirmar a compra — todo o processo pode ser feito pelo celular ou computador em poucos minutos, com investimento mínimo a partir de cerca de R$ 30 a R$ 40, dependendo do título e do preço do dia.

Resumo rápido

Passo a passo detalhado

1. Escolha uma corretora habilitada

Qualquer corretora de valores autorizada pela CVM e credenciada junto à B3 pode oferecer acesso ao Tesouro Direto. A grande maioria não cobra taxa de corretagem para operações no Tesouro, mas vale comparar se há alguma taxa de administração adicional antes de escolher — o programa oficial do Tesouro Nacional não cobra taxa de administração nenhuma das corretoras parceiras.

2. Abra sua conta e envie os documentos

O cadastro costuma ser 100% digital: CPF, documento de identidade e comprovante de endereço são suficientes na maioria das corretoras, com aprovação em poucas horas ou dias úteis.

3. Transfira o valor para investir

Após a conta aprovada, transfira o valor via Pix (mais rápido) ou TED para a conta da corretora. O dinheiro fica disponível para investir assim que a transferência é processada.

4. Escolha o título certo para seu objetivo

Título Indicado para
Tesouro Selic Reserva de emergência e metas de curto prazo, por ter baixa oscilação de preço
Tesouro Prefixado Quem quer travar uma taxa fixa conhecida, geralmente para médio prazo
Tesouro IPCA+ Objetivos de longo prazo, como aposentadoria, com proteção contra a inflação

5. Confirme a compra e acompanhe

Na plataforma da corretora, basta selecionar o título, informar o valor (ou a quantidade de título) e confirmar. O investimento aparece na sua carteira em poucos minutos e pode ser acompanhado diariamente, já que o preço dos títulos é atualizado todo dia útil pelo Tesouro Nacional.

Custos envolvidos

O principal custo é a taxa de custódia da B3, de 0,20% ao ano sobre o valor investido — isenta para o Tesouro Selic em aplicações de até R$ 10 mil por investidor. Sobre o rendimento, incide Imposto de Renda regressivo (de 22,5% a 15%, dependendo do prazo) e, para resgates em até 30 dias, IOF regressivo. Não há taxa de administração do programa Tesouro Direto nem da maioria das corretoras parceiras.

Erros comuns de quem está começando

Os erros mais frequentes são: comprar Tesouro Prefixado ou IPCA+ pensando em resgatar em poucos meses (sujeitando-se à marcação a mercado), não entender que o preço do título oscila diariamente mesmo no Tesouro Selic (ainda que pouco), e esquecer de declarar o investimento no Imposto de Renda anual, já que o Tesouro Direto é um ativo de renda fixa que precisa ser informado normalmente.

Preciso de muito dinheiro para começar no Tesouro Direto?

Não — é possível comprar frações de título a partir de cerca de 1% do valor total do papel, o que costuma representar algo entre R$ 30 e R$ 40, dependendo do título e do preço do dia.

O Tesouro Direto é garantido pelo FGC?

Não precisa ser — os títulos do Tesouro Direto são dívida direta do governo federal, considerada o investimento de menor risco de crédito do país, diferente do FGC, que cobre produtos bancários como CDB, LCI e LCA emitidos por instituições financeiras privadas.

Fontes

Veja também: O Que É Tesouro Prefixado e Quando Ele Vale Mais a Pena e Tesouro Selic vs. Tesouro IPCA+: Qual Escolher Para Cada Objetivo.

Este conteúdo é educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros, e as regras de taxas e tributação podem mudar. Avalie seu perfil de investidor e, se necessário, consulte um profissional habilitado antes de investir.

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