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Trava de Alta com Opções: Como Montar Passo a Passo com Exemplo Real

Ilustração de capa: Trava de alta com opções, passo a passo

A trava de alta (bull call spread) é uma das primeiras estratégias com opções que quem já entende o básico de call e put costuma aprender, porque ela resolve um problema real: comprar uma call sozinha pode ser caro e arriscado, já que ela perde valor rápido se a ação não subir. A trava de alta reduz esse custo e limita o risco, em troca de também limitar o ganho máximo. Neste guia, montamos uma trava de alta passo a passo com números reais para você visualizar exatamente como ela funciona.

O que é uma trava de alta

Uma trava de alta é montada comprando uma call de strike mais baixo e vendendo, ao mesmo tempo, uma call de strike mais alto sobre o mesmo ativo e mesmo vencimento. O prêmio recebido na venda da call mais alta reduz o custo da call comprada — por isso a operação fica mais barata do que comprar a call sozinha. Em troca, o ganho máximo da operação fica travado no momento em que o preço da ação ultrapassa o strike vendido.

Exemplo passo a passo com números

Suponha que uma ação está sendo negociada a R$ 50 e você acredita em uma alta moderada nos próximos meses. Você monta a trava assim:

O custo líquido da operação é R$ 3,00 − R$ 1,20 = R$ 1,80 por ação (considerando lotes de 100 ações, isso equivale a R$ 180,00 por trava montada).

Cenário 1: a ação sobe para R$ 58 no vencimento

A call comprada (strike R$ 50) vale R$ 8,00 no vencimento (R$ 58 − R$ 50). A call vendida (strike R$ 55) é exercida contra você, custando R$ 3,00 (R$ 58 − R$ 55). O resultado da trava é R$ 8,00 − R$ 3,00 = R$ 5,00, menos o custo inicial de R$ 1,80, dando um lucro de R$ 3,20 por ação. Note que o lucro parou de crescer a partir de R$ 55 — esse é o teto da estratégia.

Cenário 2: a ação fica em R$ 50 ou cai

As duas calls viram pó, e a perda é limitada ao custo inicial pago: R$ 1,80 por ação — nunca mais do que isso, independentemente de quanto a ação caia.

Cenário 3: a ação fecha em R$ 53

A call comprada vale R$ 3,00 (R$ 53 − R$ 50); a call vendida vira pó (fora do dinheiro, já que R$ 53 é menor que R$ 55). O resultado é R$ 3,00 − R$ 1,80 de custo = lucro de R$ 1,20 por ação.

Ganho máximo, perda máxima e ponto de equilíbrio

Métrica Fórmula No exemplo
Perda máxima Custo líquido pago pela trava R$ 1,80 por ação
Ganho máximo (Strike vendido − Strike comprado) − Custo líquido (R$ 55 − R$ 50) − R$ 1,80 = R$ 3,20 por ação
Ponto de equilíbrio (breakeven) Strike comprado + Custo líquido R$ 50 + R$ 1,80 = R$ 51,80

Quando faz sentido usar a trava de alta

A trava de alta costuma fazer mais sentido quando você espera uma alta moderada e definida no ativo, não uma disparada sem limite — porque, se a ação subir muito além do strike vendido, você abre mão desse ganho extra em troca de ter pago menos para montar a operação. Ela também é útil como forma de reduzir o custo de entrada em relação a comprar uma call seca, especialmente em ativos com volatilidade implícita mais alta, onde comprar uma call isolada fica caro.

Erros comuns ao montar uma trava de alta

Perguntas frequentes sobre trava de alta

Trava de alta é a mesma coisa que comprar uma call?

Não. Comprar uma call sozinha tem ganho ilimitado (em teoria) e custo mais alto. A trava de alta troca esse ganho ilimitado por um custo menor e uma perda máxima mais previsível.

Posso encerrar a trava antes do vencimento?

Sim, as duas pontas podem ser recompradas/revendidas no mercado antes do vencimento, desde que haja liquidez nas opções envolvidas. Não é preciso esperar o vencimento para realizar o resultado.

A trava de alta precisa ser montada com o mesmo vencimento nas duas pontas?

Na trava de alta tradicional (bull call spread), sim — as duas calls têm o mesmo vencimento, variando apenas o strike. Estruturas com vencimentos diferentes existem, mas são estratégias distintas (spreads calendário), com dinâmica de risco diferente.

Fontes


Este conteúdo tem fins educacionais e não constitui recomendação de investimento. Os números usados são exemplos ilustrativos e não refletem preços reais de mercado. Operações com opções envolvem riscos e exigem conhecimento específico antes de serem realizadas.

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