Resumo rápido: LFTS11 é um ETF que replica o Índice Teva Tesouro Selic, uma cesta de títulos públicos pós-fixados atrelados à Selic (as LFTs), negociado na B3 com liquidez de ação. Desde fevereiro de 2024, após uma mudança de entendimento da Secretaria do Tesouro Nacional sobre o prazo de repactuação da carteira, a tributação de IR sobre o LFTS11 passou de 15% fixo para 25% — importante atualizar essa expectativa antes de comparar o ETF com o Tesouro Selic direto.
O que é o ETF LFTS11
LFTS11 é um fundo de índice (ETF) administrado pelo BNP Paribas e gerido pela Investo, negociado na B3 como uma ação, que busca replicar o Índice Teva Tesouro Selic — uma carteira de títulos públicos federais pós-fixados atrelados à taxa Selic (LFTs). Na prática, comprar cotas de LFTS11 é uma forma de remunerar caixa pela Selic/CDI usando a estrutura de uma bolsa de valores, sem precisar abrir conta no Tesouro Direto.
Como funciona o LFTS11 na prática
As cotas são negociadas durante o pregão da B3, com preço que acompanha de perto a evolução diária da taxa Selic. A taxa de administração cobrada é de aproximadamente 0,19% ao ano. Um ponto frequentemente citado como vantagem do LFTS11 é que, como a negociação das cotas ocorre no mercado secundário (venda de cotas, não resgate), não há incidência de IOF regressivo em resgates de curtíssimo prazo — diferente do Tesouro Selic comprado diretamente, que sofre IOF regressivo até o 30º dia.
O que mudou na tributação do LFTS11
Até 2023, o LFTS11 era anunciado com alíquota de IR fixa de 15%, baseada no entendimento de que o prazo médio de repactuação da carteira era superior a 720 dias. Em fevereiro de 2024, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) definiu que, como a Selic é apurada diariamente, o prazo de repactuação da carteira de ETFs lastreados no Tesouro Selic deve ser considerado de um dia — e não o prazo até o vencimento dos títulos. Com essa mudança, a alíquota de IR aplicável ao LFTS11 passou de 15% para 25%, equiparando-se à faixa mais alta da tabela regressiva de fundos de curto prazo. É essencial considerar essa alíquota atual — não a antiga de 15% — ao comparar o LFTS11 com outras opções de reserva de emergência.
Perguntas frequentes sobre o LFTS11
LFTS11 ainda tem IR de 15%?
Não. Desde fevereiro de 2024, após a definição da Secretaria do Tesouro Nacional sobre o prazo de repactuação da carteira, a alíquota de IR aplicável ao LFTS11 é de 25%, e não mais os 15% anunciados anteriormente pela gestora.
LFTS11 tem garantia do FGC?
Não. Por ser um fundo de investimento (ETF), o LFTS11 não é coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos — a segurança do investimento está ligada ao risco de crédito do Tesouro Nacional, emissor dos títulos que compõem a carteira replicada.
Vale a pena trocar o Tesouro Selic direto pelo LFTS11?
Depende do perfil. O LFTS11 pode ser interessante para quem já opera pela bolsa e quer agilidade na negociação, mas, com a alíquota de IR agora em 25% e a taxa de administração de 0,19% ao ano, o Tesouro Selic comprado diretamente no Tesouro Direto pode sair mais barato dependendo do horizonte e da forma de uso do dinheiro.
Aviso importante: este conteúdo tem finalidade exclusivamente educacional e não constitui recomendação de investimento. Regras de tributação podem mudar — consulte sempre fontes oficiais atualizadas antes de decidir. Avalie seu perfil de risco e, se necessário, consulte um profissional certificado.
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