Resumo rápido: a Letra Financeira (LF) é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos de longo prazo, com valor mínimo de aplicação alto (geralmente a partir de R$ 50 mil) e prazo mínimo de 24 meses. Ela não tem garantia do FGC, mas costuma pagar taxas mais atrativas que o CDB em troca desse risco adicional e da baixa liquidez.
O que é a Letra Financeira
A Letra Financeira é um título de dívida emitido por bancos, financeiras e outras instituições autorizadas pelo Banco Central, criado pela Lei 12.249/2010 justamente para captação de longo prazo — diferente do CDB, que pode ter prazos curtos. A instituição emissora usa os recursos captados para financiar suas operações de crédito, e paga ao investidor uma remuneração prefixada, pós-fixada (atrelada ao CDI) ou híbrida (IPCA + taxa fixa).
Principais características da Letra Financeira
| Característica | Detalhe |
| Emissor | Bancos e instituições financeiras autorizadas |
| Valor mínimo | Geralmente a partir de R$ 50.000 (varia por instituição e emissão) |
| Prazo mínimo | 24 meses (vedado resgate antecipado nesse período) |
| Garantia do FGC | Não tem |
| Tributação (PF) | Tabela regressiva de IR, de 22,5% a 15% |
| Liquidez | Baixa — sem resgate antecipado nos primeiros 24 meses |
Letra Financeira x CDB: qual a diferença?
O CDB é acessível com valores bem menores (alguns a partir de R$ 1) e conta com garantia do FGC até R$ 250 mil por CPF e por instituição. A Letra Financeira, por não ter essa garantia e exigir valores mínimos elevados com prazo mínimo de 24 meses, costuma pagar uma taxa mais alta como compensação pelo risco de crédito adicional e pela iliquidez. Por isso, ela é mais indicada para investidores com patrimônio maior, que já têm diversificação e buscam otimizar a taxa em uma fatia específica da carteira.
Riscos a considerar
Como não há garantia do FGC, o investidor assume o risco de crédito integral da instituição emissora: se o banco ou financeira quebrar, a recuperação do valor investido depende do processo de liquidação da instituição, sem o colchão de segurança que protege CDBs, LCIs e LCAs até o limite do FGC. Por isso, é fundamental avaliar a solidez e o rating de crédito do emissor antes de investir em uma Letra Financeira — e nunca concentrar todo o patrimônio em um único título ou instituição.
Perguntas frequentes
A Letra Financeira tem garantia do FGC?
Não. É um dos principais pontos de atenção: diferente do CDB, a Letra Financeira não é coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos.
Posso resgatar uma Letra Financeira antes do prazo?
Não nos primeiros 24 meses — a lei veda o resgate antecipado nesse período. Após esse prazo, a liquidez ainda costuma ser baixa, dependendo de mercado secundário.
Qual o valor mínimo para investir em Letra Financeira?
Varia por emissão e instituição, mas costuma começar em torno de R$ 50 mil — bem acima do mínimo exigido por CDBs comuns, o que torna o produto menos acessível ao pequeno investidor.
Aviso: este conteúdo tem caráter exclusivamente educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Avalie seu perfil de investidor e o risco de crédito do emissor antes de aplicar.
Fontes
- Banco Central do Brasil
- CVM — Comissão de Valores Mobiliários
- FGC — Fundo Garantidor de Créditos
- Tesouro Direto — Tesouro Nacional
Veja também: CDB Subordinado vs. CDB Comum e FGC: O Que Cobre e Limite de R$ 250 Mil.


