Resumo rápido: se o banco ou financeira que emitiu seu CDB, LCI, LCA ou RDB quebrar, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) devolve ao investidor até R$ 250 mil por CPF e por instituição (limite de R$ 1 milhão a cada 4 anos por CPF, somando todas as instituições) — mas esse processo não é instantâneo, e investimentos como Tesouro Direto, CRI, CRA e debêntures não contam com essa mesma garantia.
O Que Acontece com Meu CDB se o Banco Quebrar?
Se a instituição financeira que emitiu o CDB (ou RDB, LCI, LCA) decretar falência, intervenção ou liquidação, o FGC entra em ação para ressarcir os investidores dentro do limite de garantia, pagando o valor investido mais os rendimentos até a data do evento, respeitando o teto de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.
Quanto Tempo Leva Para Receber do FGC?
O prazo não é imediato — historicamente, o FGC costuma iniciar os pagamentos dentro de alguns dias a poucas semanas após o evento de crédito ser reconhecido oficialmente, mas o processo depende da complexidade do caso e da liquidação da instituição, podendo levar mais tempo em situações específicas.
Quais Investimentos TÊM Garantia do FGC
| Investimento | Coberto pelo FGC? |
|---|---|
| CDB | Sim, até R$ 250 mil por CPF/instituição |
| RDB | Sim, até R$ 250 mil por CPF/instituição |
| LCI | Sim, até R$ 250 mil por CPF/instituição |
| LCA | Sim, até R$ 250 mil por CPF/instituição |
| Poupança | Sim, até R$ 250 mil por CPF/instituição |
| Tesouro Direto | Não precisa — garantido pelo Tesouro Nacional (risco soberano) |
| CRI / CRA | Não — sem garantia do FGC |
| Debêntures comuns | Não — sem garantia do FGC (exceto debêntures incentivadas em casos específicos, confira sempre o prospecto) |
E os Investimentos Sem Garantia do FGC? O Que Acontece?
Para ativos sem cobertura do FGC, como CRI, CRA e debêntures, o investidor entra na fila de credores da empresa ou instituição emissora em caso de calote ou falência, concorrendo com outros credores conforme a ordem legal de prioridade — o que pode significar receber apenas parte do valor investido, ou nada, dependendo do resultado do processo de recuperação judicial ou falência.
Como Se Proteger Além do Limite do FGC
Quem tem mais de R$ 250 mil para investir em renda fixa de instituições privadas pode diversificar entre diferentes bancos/financeiras, respeitando o limite por CPF em cada um, ou migrar parte do patrimônio para o Tesouro Direto, que tem a garantia do próprio Tesouro Nacional e não depende do FGC.
Perguntas Frequentes sobre Falência do Emissor em Renda Fixa
O FGC cobre qualquer valor investido?
Não — o limite é de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com um teto adicional de R$ 1 milhão a cada período de 4 anos, somando todas as instituições em que o investidor tiver direito a ressarcimento.
Tesouro Direto também é garantido pelo FGC?
Não precisa — o Tesouro Direto é garantido pelo próprio Tesouro Nacional (governo federal), considerado o investimento de menor risco de crédito do país, por isso não entra na cobertura do FGC.
Debêntures têm algum tipo de proteção?
Na maioria dos casos, não têm garantia do FGC — o investidor assume o risco de crédito da empresa emissora, por isso é importante avaliar o rating e a saúde financeira da empresa antes de investir em debêntures comuns.
Fontes
- FGC — Fundo Garantidor de Créditos
- Banco Central do Brasil — Sistema de Garantias (FGC)
- Tesouro Direto — Tesouro Nacional
- CVM — Comissão de Valores Mobiliários
- FGC: O Que Cobre e Limite de R$250 Mil (einveste.com.br)
- CDB de Banco Grande vs. Banco Médio (einveste.com.br)
Este conteúdo tem caráter educacional e não constitui recomendação de investimento. Regras de garantia podem mudar — sempre confira as condições atualizadas no site do FGC. Consulte um profissional habilitado antes de investir.


